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TÉCNICOS, STA & A MÁQUINA DE DIÁLISE
STA = Sistema de Tratamento de Águas

1) O Funcionamento da Máquina de Diálise Fresenius 5008, parte I e parte II.

Explicações dadas pelas Técª/s Lurdes Silva e Teresa Pinho, respetivamente.

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2) De seguida, a Técª Andreia Nunes faz-nos uma visita explicativa pelo STA - Sistema de Tratamento De Águas e pela Checklist da Monitorização Diária do mesmo.

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3) Sobre a Montagem da Máquina HD Fresenius 6008, por Técª Paula Magina.

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4) O Sistema De Tratamento De Águas para Hemodiálise, visita guiada por Técª Teresa Pinho.

"O Monitor Fresenius 5008" - Parte I
por Técª Lurdes Silva

"O Monitor Fresenius 5008" - Parte I - Lurdes Silva - Centrodial 2021

"O Monitor Fresenius 5008" - Parte I - Lurdes Silva - Centrodial 2021

Funcionamento do Monitor Fresenius 5008 e a síntese dos passos para a operação, monitorização e manutenção do equipamento:

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1. Preparação e Interface do Monitor

 

• Verificação do Estado: Antes de iniciar, deve-se observar o indicador de estado no topo do monitor: verde indica que a máquina está operacional, amarelo avisa sobre mensagens ou alertas, e vermelho sinaliza uma situação de alarme fora do normal.

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• Configuração do Utente: A máquina permite consultar os dados dos últimos três tratamentos através do cartão do paciente. Caso o cartão não esteja presente, a máquina armazena internamente os dados dos últimos três procedimentos realizados.

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• Parâmetros Iniciais: É necessário confirmar ou ajustar dados como o Kt/V (dose de diálise), o tempo de tratamento e os objetivos de ultrafiltração. No caso do módulo OCM, devem ser inseridos dados como sexo, altura, peso e idade para o cálculo da depuração.

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2. Monitorização Durante o Tratamento

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• Gestão de Fluxos e Bombas: O profissional deve controlar o débit (fluxo de sangue) e garantir o correto posicionamento das linhas nas bombas de sangue, heparina e, se aplicável, na bomba de substituição para HDF.

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• Utilização de Módulos de Segurança:

    ◦ OCM (Online Clearance Monitoring): Monitoriza a eficácia da diálise em tempo real.

    ◦ BTM (Blood Temperature Monitor): Avalia a recirculação do acesso vascular e a temperatura corporal.

    ◦ BVM (Blood Volume Monitor): Mede variações no volume sanguíneo, hematócrito e hemoglobina de forma não invasiva.

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• Controlo de Pressões: É fundamental vigiar as barras de pressão venosa e arterial. Os limites de alarme (janelas amarelas) devem estar ajustados próximos dos valores reais para detetar precocemente anomalias sem alarmes desnecessários.

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3. Gestão de Alarmes e Emergências

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• Resposta a Alarmes: Perante um alarme (LED vermelho e som), deve-se ler a mensagem no ecrã, que indica a causa possível (ex: linha dobrada, hematoma ou falta de fluxo).

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• Deteção de Ar: Se o sensor ótico detetar ar ou espuma na linha venosa, o tratamento deve ser interrompido, o utente desconectado e o sistema colocado a recircular com soro fisiológico até estar isento de bolhas.

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• Tecla de Emergência: Em situações críticas, esta tecla reduz o fluxo de sangue para 50 ml/min e inicia uma infusão para estabilizar o doente.

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4. Manutenção e Desinfeção Pós-Tratamento

 

• Troca de Filtros (DIASAFE plus): Estes filtros têm uma vida útil de 12 semanas ou cerca de 100 tratamentos. A máquina avisa quando a troca é necessária; é crucial trocar fisicamente os filtros antes de confirmar a substituição no ecrã.

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• Programas de Limpeza: Após o tratamento, deve-se selecionar o programa de desinfeção (térmica ou química/fria). A desinfeção fria dura aproximadamente 35 minutos.

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• Teste de Resíduos: No final da desinfeção, deve-se verificar a ausência de resíduos de desinfetante no conector de entrada de água para garantir a segurança do próximo tratamento.

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Para melhor memorizar, operar esta máquina é como pilotar um avião comercial: antes de "descolar", verifica-se o plano de voo (dados do doente) e os instrumentos (sensores e filtros); durante o voo, os módulos (BTM, BVM, OCM) funcionam como um piloto automático que monitoriza a estabilidade; e, perante qualquer sinal de turbulência (alarmes), o piloto deve ler as indicações do painel antes de tomar uma ação corretiva.

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"O Monitor Fresenius 5008" - Parte II
por Técª Teresa Pinho

"O Monitor Fresenius 5008 - Parte II", por Teresa Pinho, CentroDial 2021

"O Monitor Fresenius 5008 - Parte II", por Teresa Pinho, CentroDial 2021

SINOPSE: Este vídeo apresenta uma sessão de formação técnica sobre o monitor de hemodiálise Fresenius 5008, detalhando a evolução tecnológica e as vantagens da hemodiafiltração (HDF) online. A apresentação foca na estrutura externa e hidráulica do equipamento, instruindo os profissionais sobre o manuseamento de conectores de ácido, programação de cartões de utente e configurações de desinfeção automática. É dada especial importância à substituição correta dos filtros Diasafe Plus, alertando para a necessidade de respeitar os alertas de segurança da máquina para garantir uma água ultrapura. O guia prático enfatiza que o domínio destas técnicas assegura um tratamento mais eficiente e uma melhor qualidade de vida para o doente renal crónico. Através de demonstrações em vídeo e exemplos reais, o conteúdo reforça a responsabilidade da equipa de enfermagem e técnica na manutenção da segurança dialítica.

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Funcionamento e a manutenção da máquina de hemodiálise Fresenius 5008 (Software 4.63), focando na transição tecnológica para a hemodiafiltração (HDF) online.

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Abaixo apresenta-se uma explicação passo-a-passo dos temas abordados:

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1. Enquadramento Teórico e Evolução

 

• A evolução dos monitores Fresenius (desde 1979) visou tornar a terapia mais segura e acessível.

• A máquina atual utiliza a HDF online, que combina a difusão (remoção de toxinas por gradiente de concentração) com a convecção.

• A convecção exerce maior pressão na membrana, permitindo a remoção de moléculas médias e grandes, como a β2-microglobulina, o que melhora a qualidade de vida e reduz riscos de hipotensão.

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2. Reconhecimento da Estrutura da Máquina

 

• Ecrã e Módulos: O monitor inclui o módulo extracorpóreo e a parte hidráulica.

• Lado Esquerdo: Contém a braçadeira de pressão arterial e suportes para bidões de concentrado.

• Lado Direito: Onde se localiza o suporte do dialisador, as linhas de dialisante (azul e vermelha), o sensor de fuga e os filtros Diasafe (Plus e Online).

• Parte Traseira e Hidráulica: Inclui o desgasificador, conexões de alimentação, portas de manutenção e os conectores para a distribuição central de ácido e bicarbonato.

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3. Procedimentos Práticos: Desconexão e Hidráulica

 

• Para retirar ou mudar a máquina, os tubos de ácido e água (identificados por etiquetas) devem ser desconectados.

• As ligações na calha são feitas através de peças de encaixe que devem ser puxadas ou pressionadas para libertar os tubos.

 

4. Programação do Cartão do Doente

 

• Para um doente novo, utiliza-se o cartão Centrodial através do menu Sistema > Aplicações.

• Deve-se inserir o apelido, nome e data, selecionando a opção "Criar" para gravar os dados.

• É necessário confirmar a gravação (por vezes mais do que uma vez no sistema) para garantir que o cartão é reconhecido no início do tratamento.

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5. Configuração do Operador e Automatismos

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• O Uscard funciona como uma "chave mestra", permitindo aceder à configuração de bombas, seringas e linhas.

• Ligar Automático: É possível programar desinfeções automáticas (ex: terças e sextas-feiras às 22h). Isto evita que a máquina bloqueie, pois, se estiver parada mais de 72 horas sem desinfeção, o sistema não permite iniciar novos tratamentos por segurança.

 

6. Substituição dos Filtros Diasafe

 

• A máquina avisa a necessidade de troca (por limite de dias ou tratamentos) cerca de 3 dias antes.

• Processo de Troca:

    1. Selecionar a opção de troca no ecrã e aguardar que a máquina esvazie os filtros.

    2. Abrir as patilhas (que requerem alguma força física) e retirar os filtros velhos.

    3. Remover as tampas protetoras dos filtros novos e encaixá-los corretamente, garantindo que não há fugas de água.

    4. Confirmar a troca no monitor e realizar obrigatoriamente uma desinfeção.

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Conclusão: O domínio técnico desta máquina é essencial para garantir que a vida do doente renal crónico, que depende destes equipamentos em cada sessão, seja assegurada com a máxima confiança e segurança.

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"STA - O Sistema de Tratamento de Águas"
por Técª Andreia Nunes

Técnica HD Andreia Nunes - Monitorização Diária do STA Sistema de Tratamento de Águas CD-SJM

Técnica HD Andreia Nunes - Monitorização Diária do STA Sistema de Tratamento de Águas CD-SJM

Este vídeo apresenta a rotina diária de monitorização, testes de qualidade e manutenção preventiva na estação de tratamento e ultrafiltração de água da clínica. Veja em detalhe como são analisados os parâmetros críticos para garantir a segurança e a pureza exigente da água distribuída para as salas de tratamento:

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  • Introdução e Parâmetros Principais: Apresentação da rotina de testes diários realizados logo de manhã, destacando-se o cloro, a dureza total e a condutividade como os parâmetros fundamentais. Apresentação do kit de reagentes, tiras de pH e condutivímetro.

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  • Teste de Cloro: Recolha de amostra na torneira do anel de distribuição. O objetivo após os filtros de carvão é a ausência total de cloro (teste da "água transparente"). É também mostrado o teste na entrada de água bruta, onde a amostra fica rosa (indicando 0.3 de cloro antes do tratamento).

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  • Teste de Dureza Total: Monitorização da dureza utilizando reagentes que alteram a cor de vermelho (presença de dureza) para verde (ausência de dureza). Na entrada, a água regista ~7 graus de dureza, enquanto na saída do descalcificador fica imediatamente verde (dureza zero).

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  • Leitura do pH: Verificação do pH na entrada da água, no descalcificador, nas osmoses e no anel de distribuição, com o objetivo de manter o valor de referência em 6.

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  • Condutividade e Temperatura: Medição da condutividade e da temperatura da água nos mesmos pontos. A condutividade ideal deve estar abaixo de 20 µS/cm, sendo que valores de 20 a 25 geram alertas ou bloqueiam o sistema. É também registada a temperatura (21 ºC) e humidade (60%) ambiental da sala.

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  • Pressões e Níveis dos Reservatórios: Inspeção visual das pressões nos manómetros ao longo das etapas de filtração (filtros de carvão, descalcificador), além da verificação dos níveis dos reservatórios de água bruta e do tanque de hipoclorito.

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  • Parâmetros do Sistema de Osmose: Consulta de dados operacionais no ecrã do sistema de osmose, com foco na pressão da sala e no caudal de consumo de permeado.

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  • Cálculo das Taxas de Rejeição e Recuperação: Demonstração do cálculo matemático da taxa de rejeição das membranas da Osmose 1 (95%) e Osmose 2 (97%) com base na condutividade. Confirmação de que a taxa de recuperação do sistema está programada para os 85% recomendados.

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"Montagem da Máquina HD Fresenius 6008"
por Técª Paula Magina

Técª Paula Magina - "Montagem 6008 Fresenius Para Preparação Tratamento HD"

Técª Paula Magina - "Montagem 6008 Fresenius Para Preparação Tratamento HD"

Protocolos de atuação e passos demonstrados no vídeo, por Técª Paula Magina:

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1) Lavagem de mãos.

 

2) O Kit de HD: processo clínico, agulhas, medicação, filtro, cartão de identificação, bigBag, set de ligar/desligar, e a linha/cassete 6008.

 

3) Montagem e preparação da máquina (detalhes).

 

4) Protocolo "Lote - Processo Clínico".

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5) Confirmação dos Dados do Paciente: Nome do Paciente, Concentrado, Na, Bic, Temperatura do Banho, Tempo de HD, Vol. Ureia, Hematócrito, KtV, Heparina (bólus + manutenção + timing), rúbrica.

"Visita Guiada ao STA da clínica CD-OAZ"
por Técª Teresa Pinho

Visita ao STA de CD-OAZ - Técª Teresa Pinho - 9/2026

Visita ao STA de CD-OAZ - Técª Teresa Pinho - 9/2026

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