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Prevenção e Controlo de Infeção

Atualizado: 27 de jan.



NOTA INTRODUTÓRIA

 

Por definição, o controle de infecção diz respeito a todos os procedimentos que procuram prevenir ou, pelo menos, minimizar o risco de transmissão de infeções, durante a prestação de cuidados de saúde.


Esta transmissão de infeções inclui a transmissão do agente infeccioso dos utentes para os profissionais de saúde, dos profissionais de saúde para os utentes, de utente para utente, de profissional para profissional e, de utentes para família/comunidade.


Falar e sistematizar a formação relativa a este assunto é algo que faz todo o sentido na unidade, uma vez que, as infecções são a segunda causa mais comum de mortalidade nos nossos pacientes.


Além disso, os doentes em hemodiálise, precisamente por serem doentes mais imunodeprimidos, são mais vulneráveis a contrair infecções e, ainda por cima, o seu sangue é manipulado regularmente, ou seja, existem múltiplas oportunidades de transmissão de agentes infecciosos.


"Todos os utentes, com diagnóstico estabelecido ou não, devem ser encarados como implicando "risco de infeção". Isto é, as medidas de controlo de infeção destinam-se e aplicam-se a todos os utentes e profissionais, independentemente de sabermos que estão infectados ou não."

Assim sendo, cada posto de diálise deve ser visto como uma unidade isolada e, em momento algum, nada deste posto deverá entrar em contacto com o posto adjacente.

 


MEDIDAS DE CONTROLO DE INFEÇÃO



 


Durante o tratamento, a exposição a sangue e outros produtos orgânicos, ou até mesmo material contaminado, é previsível. Assim, a transmissão de infeções deve ser antecipada.


As medidas de controle de infecção envolvem a implementação de uma série de precauções básicas e universais, que têm o intuito de reduzir o risco de transmissão dessas infecções e, incluem, a higienização das mãos, utilizando uma técnica adequada.


Uma lavagem apropriada das mãos minimiza de forma considerável a transmissão de microrganismos, ou seja, a lavagem das mãos constitui um dos métodos mais eficazes na interrupção da transmissão de infeções.


 “Uma das medidas mais consensuais na prevenção da transmissibilidade de agentes infecciosos na prestação de cuidados é, sem dúvida, a higienização das mãos.”

DGS, 2013


O vídeo a seguir pretende demonstrar a técnica e exigência necessárias para a correta e completa lavagem de mãos, mostrando as zonas das mãos lavadas e as zonas não lavadas através do rasto deixado pela tinta preta:


"Como lavar suas mãos", Cortesia de Harjinder Singh Kukreja (https://www.msdmanuals.com)

É de salientar ainda que, é igualmente importante manter as unhas curtas, limpas e sem verniz (sendo que, sempre que o mesmo estiver a ser utilizado, deve encontrar-se íntegro).


Não é igualmente aconselhada a utilização de adornos, o que inclui alianças e relógio.


Sempre que existirem cortes ou abrasões, as mesmas devem ser cobertas por um penso impermeável, que deve estar sempre íntegro.


Também não é recomendada a utilização de mangas a cobrir os antebraços, precisamente por as mesmas terem o risco de entrar em contacto com os utentes/postos de HD e, não sendo descartados entre pacientes, constituem também um vector de transmissão.


A higienização das mãos deve ser realizada antes e após o contacto com o utente, antes e após a realização de todo e qualquer procedimento limpo/asséptico, após a exposição a fluidos orgânicos (confirmada ou hipotética) e, após o contacto com cada posto de HD.


Esta lavagem das mãos é muito importante por parte dos profissionais e igualmente muito importante por parte dos utentes, por todas as razões anteriormente referidas.


Daí, a constante insistência para que os mesmos lavem as mãos à entrada das salas de diálise.


freepik

Mas, as precauções básicas do controle de infecção não incluem apenas a lavagem das mãos.


Os elementos da equipa devem também recorrer ao uso de fardas, sendo que as mesmas devem ser trocadas diariamente e sempre que fiquem sujas. Estas fardas, devem ficar na unidade, isto é, não devem ser levadas para casa, nem antes e muito menos depois de serem utilizadas. As mesmas devem seguir um circuito próprio e ser lavadas de acordo com as recomendações da DGS. Se sujas com fluidos orgânicos, devem ser tratadas segundo o protocolo instituído na unidade.





As luvas, assim como a máscara e os óculos de proteção, também estão incluídas nestas medidas de proteção individual. As luvas devem ser utilizadas quando se antecipa a exposição a sangue e outros fluidos orgânicos, devendo ser removidas logo após e, devem igualmente ser substituídas sempre que perderem integridade ou estiverem visivelmente sujas.


A máscara, os óculos e o avental impermeável, por sua vez, devem ser utilizados sempre que existir o risco de salpicos. A máscara deve ser substituída sempre que se encontrar húmida ou visivelmente suja. De salientar também que os óculos pessoais não conferem uma proteção ocular adequada, ou seja, não substituem a utilização de óculos/viseira de proteção.


O avental, destina-se à proteção da farda, devendo ser substituído de utente para utente.

Em situações de risco acrescido, o uso de touca pelo profissional poderá ser igualmente recomendado.


O calçado, também é importante falar dele. Este deve ser seguro e confortável, antiderrapante e de fácil limpeza/desinfeção, cobrindo a totalidade do pé. E deve ser de uso exclusivo à prestação de cuidados, ou seja, fica na clínica e a sua higienização é feita na clínica.


Como já temos vindo a dizer, tudo o que diz respeito ao utente, deve ser encarado como [potencialmente] transmissível de infeção, independentemente de haver ou não um qualquer diagnóstico infeccioso. Assim, cada posto e tudo o que estiver em contacto com o mesmo ou com o paciente, é um possível vetor de transmissão, daí ser de extrema importância a limpeza e desinfecção de todas as superfícies e materiais, incluindo os colocados sobre os monitores de diálise. Estes, sempre que possível, devem ser descartáveis (ex: copos) ou então serem facilmente descontaminados (ex: pinças; recipientes de medicação) ou de uso exclusivo do mesmo doente.



LIMPEZA E DESINFEÇÃO





Esta limpeza/desinfecção deve ser feita meticulosamente, com a frequência devida e seguindo os protocolos estabelecidos na unidade. Damos particular atenção aos painéis de controle de monitores de HD por serem frequentemente tocados e assim, passíveis de contaminação frequente.


Todo o derrame de fluidos orgânicos, nomeadamente sangue, deve ser considerado como um evento de alto risco, devendo ser resolvido o mais rapidamente possível e seguindo as normas protocoladas.


A roupa usada nos utentes, deve ser sempre encarada como contaminada, devendo ser manipulada e triada cuidadosamente e seguindo um circuito próprio de acordo com essa triagem. Roupa limpa e suja nunca se cruzam e a roupa limpa deve estar armazenada em zona própria para esse efeito.


Os resíduos provenientes da prestação de cuidados devem igualmente ser triados e separados tendo em conta os grupos a que pertencem, manipulados de forma segura (seguindo todas as precauções que já falamos) e armazenados em local próprio para esse efeito. O mesmo acontece com os contentores, que devem ser manipulados e tratados como material contaminado. Daí ser de extrema importância a sua desinfeção. Estes contentores devem possuir sempre um saco a forrar o seu interior, devendo ser de fácil higienização e permitir a sua abertura sem o uso das mãos.





Os enfermeiros devem conhecer todos os protocolos instituídos na Unidade e antes de encaminhar o doente para a unidade de tratamento devem avaliar o cumprimento dos programas de desinfecção estabelecidos, assegurando-se sempre de que nenhum tratamento é realizado sem efetuar essa avaliação.


Temos estado a falar de infeção e já dissemos que os nossos utentes são de alto risco e - igualmente aplicando-se aos profissionais - carecem sempre de precauções extraordinárias no que toca à prevenção e controlo de infeção.


As infecções mais frequentes em hemodiálise estão relacionadas com o acesso vascular. Aqui, mais uma vez, é de extrema importância a higiene/desinfeção das mãos e do braço da FAV por parte do utente e do profissional que realiza a técnica.


No que diz respeito à canulação, o enfermeiro deve respeitar escrupulosamente as regras de assepsia e as preocupações padrão. Nas FAV recomenda-se a utilização de uma técnica limpa. Nas próteses arteriovenosas, é recomendada a utilização de uma técnica asséptica. A desinfeção do local de canulação deve ser feita recorrendo a uma solução alcoólica (preconizada pela instituição), respeitando os tempos de atuação do produto utilizado e limpando com compressas esterilizadas, num movimento circular do centro para a periferia.



A abertura e preparação dos consumíveis deve ser feita no momento da canulação.





As medidas de precaução universais faladas anteriormente devem estar presentes, para proteção do utente e do profissional, sendo obrigatórias não só no momento da canulação, mas também para a remoção de agulhas, realização de hemostáses e pensos pós-hemostáse.


Todo o material utilizado em cada um destes momentos distintos deve ser tratado como "infetado".


A preparação de medicação também impõe medidas de controle de infecção.


Esta preparação deve ser realizada em local próprio para o efeito, sendo que esta deve ser limpa regularmente e fora da área de tratamento. Toda a medicação preparada deve ser devidamente identificada e fornecida separadamente a cada paciente.





“A preparação de medicação deve ser realizada no local próprio para esse efeito e fornecida separadamente a cada paciente.” DGS, 2013

Toda a medicação colocada no posto de diálise que não seja utilizada, nunca deve voltar à área de preparação.


Os tabuleiros utilizados para o transporte de medicação devem ser igualmente descontaminados após cada utilização.


É igualmente importante: evitar transportar no bolso material clínico destinado ao tratamento (compressas e seringas, por exemplo), pelo risco de contaminação do mesmo.



INFEÇÕES TRANSMISSÍVEIS



 


Em hemodiálise podemos receber utentes portadores de infecções transmissíveis por via sanguínea, como o HIV, HVC e HVB, o que reforça a necessidade de manter práticas rigorosas de controlo de infeção para proteger utentes e profissionais.


Siglas

HIV = Vírus da Imunodeficiência Humana

HVC = Vírus da Hepatite C

HVB = Vírus da Hepatite B


Vamos de seguida abordar cada um deles, insistindo no modo de transmissão, de maneira a que todos sejam capazes de implementar facilmente as medidas necessárias para nos protegermos e impedirmos a sua propagação.


Comecemos pelo HIV.


É portador do vírus do HIV todo o indivíduo que seja portador do anticorpo anti-HIV (Anti-HIV).





A transmissão do HIV ocorre principalmente por contato com fluídos corporais, nomeadamente sangue, partilha de seringas e outros materiais perfurocortantes.


Não são meios de transmissão, a saliva, o suor, as lágrimas ou o contato casual como abraços ou a partilha de talheres.


Sendo assim, no contexto da Unidade, devemos ter especial cuidado com o manuseamento de todo o material em contacto direto com o sangue do paciente (linhas, filtros, agulhas, contentores cortoperfurantes, compressas/campos com sangue), assim como possíveis lesões cutâneas que o mesmo possa apresentar.


A nossa unidade pode acolher doentes com HIV, mas sempre que exista alto risco de contagiosidade, os mesmos devem, preferencialmente, fazer diálise em unidades de isolamento hospitalar de infecciologia.


Os monitores utilizados pelos doentes com HIV podem ser utilizados em doentes HIV-negativos, asseguradas as normas de desinfecção e limpeza interna e externa dos mesmos. No entanto, sempre que possível, é aconselhável que estes utentes façam diálise sempre na mesma máquina e agrupar todos os doentes infetados na mesma sala e por turnos, cumprindo as normas de desinfecção e limpeza dos monitores.





O HVC é outro exemplo de infeção com a qual podemos ser confrontados em hemodiálise.


Electron micrographs of hepatitis C virus purified from cell culture. Scale bar is 50 nanometers. Courtesy of the Center for the Study of Hepatitis C, The Rockefeller University.
Electron micrographs of hepatitis C virus purified from cell culture. Scale bar is 50 nanometers. Courtesy of the Center for the Study of Hepatitis C, The Rockefeller University.

À semelhança do HIV, consideram-se portadores do vírus da hepatite C todos os indivíduos que apresentem o respetivo anticorpo. Este transmite-se principalmente pelo contacto direto com sangue infetado, através de objetos perfurocortantes partilhados (agulhas, seringas, lâminas). Não se transmite por convívio social, beijos/saliva, tosse ou partilha de loiça e talheres.





As medidas de proteção e higiene a adoptar, assim como as recomendações, são exatamente as mesmas que para o vírus do HIV.



This electron micrograph reveals the presence of hepatitis-B virus HBV "Dane particles", or virions. The infective hepatitis-B (HBV), virions are also known as Dane particles. These particles measure 42nm in their overall diameter, and contain a DNA-based core that is 27nm in diameter.
This electron micrograph reveals the presence of hepatitis-B virus HBV "Dane particles", or virions. The infective hepatitis-B (HBV), virions are also known as Dane particles. These particles measure 42nm in their overall diameter, and contain a DNA-based core that is 27nm in diameter.

O HVB requer aqui especial atenção da nossa parte.


Consideramos portador do vírus do HVB todo o indivíduo que possua os respectivos anticorpos.


A transmissão do HVB ocorre principalmente pelo contato com fluídos corporais, nomeadamente sangue ou através do contacto com objetos contaminados.


Os utentes portadores do vírus da hepatite B devem realizar o seu tratamento em unidades e máquinas dedicadas exclusivamente para este grupo de doentes, sendo que estas salas devem ter casa de banho e vestiário exclusivo aos mesmos, assim como, tratamento/armazenamento de roupa e resíduos, próprios.


Este vírus é particularmente perigoso, uma vez que permanece estável e viável à temperatura ambiente pelo menos durante 7 dias, sendo altamente resistente a muitos desinfetantes.





A contaminação cruzada entre pacientes, ocorre através de superfícies, materiais, equipamentos, frascos de medicamentos e profissionais de saúde (uma vez que todos estes elementos são possíveis vetores de transmissão). Assim sendo, sempre que possível, o próprio pessoal cuidador deve ser exclusivo a estes pacientes.


Atualmente, com os testes serológicos, a vacinação e a implementação de medidas de Precaução Standard nas Unidades de Diálise, as infecções por este vírus tornaram-se uma ocorrência rara. Na nossa Unidade, todos os pacientes são rigorosamente monitorizados, controlados serologicamente todos os anos, e têm taxas altas de vacinação.


VÍRUS RESPIRATÓRIOS




Os vírus respiratórios merecem especial destaque da nossa parte.


As infecções provocadas por estes vírus são bastante frequentes, pelo que devemos adotar medidas que impeçam a sua propagação, o que poderia dar origem a um surto na unidade.


A forma mais comum de contágio das infecções respiratórias é através das vias aéreas e do contacto direto.


A projeção de gotículas é a forma mais comum de contágio. Ao falar, tossir ou espirrar, uma pessoa infectada liberta partículas que viajam geralmente até 1 a 2 metros. A infecção ocorre quando estas gotículas entram (ainda que impercetívelmente) em contacto direto com as mucosas (boca, nariz ou olhos) de outra pessoa.


Outra forma de contágio são os aerossóis, partículas muito mais pequenas e leves do que as gotículas, que podem permanecer em suspensão no ar durante períodos prolongados, especialmente em espaços fechados e mal ventilados.


Nestes ambientes, a inalação do vírus pode ocorrer mesmo que a pessoa infectada já não esteja presente no local.


E, finalmente, este contágio também pode acontecer através do contacto direto com uma pessoa infectada (apertos de mão ou beijos) ou superfícies contaminadas, tocando em objetos onde o vírus se depositou e, de seguida, levando as mãos à boca, nariz ou olhos sem as lavar. Mais uma vez, aqui se destaca a importância das medidas de precaução universais (ex: lavagem frequente e rigorosa das mãos; uso de máscara), assim como, a importância da correta desinfecção das salas, vestiários, WC e até, da receção.


Destacamos aqui, a importância de alertar e consciencializar os pacientes para os diferentes modos de transmissão e para a importância da utilização de medidas de precaução universais, tanto na clínica, quanto durante o transporte nas ambulâncias.





Atualmente, em caso de sintomas de infeção respiratória (como tosse, febre, dificuldade respiratória), a orientação da DGS (Direção Geral de Saúde) passa pelo isolamento voluntário para evitar a transmissão a outras pessoas (sendo que este isolamento não é obrigatório), assim como, procurar aconselhamento médico se necessário, especialmente grupos de risco ou se os sintomas se agravarem.



ACIDENTES NO TRABALHO


 


Por definição, considera-se acidente de trabalho aquele que se verifica no local e no tempo do trabalho e produza direta ou indiretamente lesão corporal, perturbação funcional ou doença que resulte da redução da capacidade de trabalho ou de ganho, ou ainda, a morte (artigo 8º da Lei nº 98/2009, de 4 de setembro).


Sempre que um acidente de trabalho acontece, o mesmo deve ser, imediatamente, comunicado ao responsável de turno e à enfermeira/chefe. Em seguida, deve ser preenchido o Formulário Interno de Acidente de Trabalho, que se encontra no posto de enfermagem.


Munidos com o número da apólice de seguro e o respectivo formulário preenchido, devemos dirigir-nos ao serviço de urgência mais próximo e abrir um episódio de urgência.


Por fim, devemos entregar à entidade patronal todos os documentos.



 


CONCLUSÃO


A adoção rigorosa de medidas preventivas em contexto de hemodiálise é essencial para garantir a segurança dos doentes, reduzir o risco de infecções e promover a qualidade e eficácia dos cuidados de saúde.

 

 

 


 

Bibliografia


○ Centers for Disease Control and Prevention. (2001). Recommendations for preventing transmission of infections among chronic hemodialysis patients. Morbidity and Mortality Weekly Report (MMWR), 50(RR05), 1–43.

○ Direção-Geral da Saúde. (2014). Norma 014/2014: Precauções Básicas de Controlo de Infeção (PBCI). DGS. pncicap.dgs.min-saude.pt

○ National Kidney Foundation. (2019). KDOQI clinical practice guideline for vascular access: 2019 update. American Journal of Kidney Diseases, 75(4), S1–S164.

○ Ordem dos Enfermeiros. (2015). Normas éticas e deontológicas na prestação de cuidados: A segurança do doente. Ordem dos Enfermeiros.

○ Ordem dos Enfermeiros. (2020). Guia orientador de boa prática: Prevenção e controlo de infeção. Ordem dos Enfermeiros.

○ Ordem dos Enfermeiros. (2021). Padrões de qualidade dos cuidados especializados em enfermagem de nefrologia. Ordem dos Enfermeiros.

○ Ordem dos Médicos. (2016). Manual de boas práticas clínicas: Segurança do doente. Conselho Nacional Executivo da Ordem dos Médicos.

○ Ordem dos Médicos & Colégio da Especialidade de Nefrologia. (2018). Recomendações para unidades de hemodiálise: Qualidade e segurança. Ordem dos Médicos.

○ World Health Organization. (2009). WHO guidelines on hand hygiene in health care. WHO Press.





 
 

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